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Engenho Vaca Brava

1965
Nasceu em 3 de julho, na cidade de João Pessoa (PB). Único filho de Antônio Augusto de Almeida, engenheiro civil, e de Maria Marlene Costa de Almeida, artista plástica graduada em filosofia.
Foi marcado pela insegurança dos tempos de repressão posteriores ao golpe militar, quando seus pais, militantes em movimentos sociais e organizadores das Ligas Camponesas, frequentavam reuniões do Partido Comunista Brasileiro.
Sua infância se dividiu entre a cidade de João Pessoa, o engenho Vaca Brava, na região serrana de Areia, e a Fazenda Riacho da Cruz, no Curimataú, semiárido da Paraíba. Essas regiões distintas vivenciadas pelo artista foram importantes para a criação de um amplo repertório de formas oriundas da natureza e dos universos escriturários e manuais.

Mancha de Rorschach

1970
Realizou uma série de manchas à maneira de Rorschach (1), como tarefa da escola Domingos Sávio.

1978
Fez curso de Iniciação às Artes Plásticas na Coordenação de Extensão Cultural da Universidade Federal da Paraíba – UFPB.

1979
A morte do patriarca José Rufino (seu avô paterno) encerrou um ciclo de sua vida. As lembranças do avô e do mundo rural dos engenhos se transformariam em matéria-prima para a composição de seus trabalhos artísticos.



1983
Ingressou no curso de Geologia da Universidade Federal de Pernambuco – UFPE e passou a residir no Recife (PE), onde se envolveu intensamente com o movimento estudantil. Data dessa época o despertar para a poesia, especialmente seu gosto por poesia experimental, concreta e visual.

1984
Descobriu as correspondências do avô, que mais tarde se tornaram material para longas séries de desenhos e instalações.
Iniciou seu percurso artístico realizando trabalhos esporádicos de arte postal.
Participou da “Exposición internacional arte-correo” no Centro Cultural Bernadino Rivadavia, em Rosário, Argentina, com curadoria de Jorge Orta.

1985
Fez parte da mostra de arte postal “1984 despuès de 1984”, na Galeria de la Casa del Lago, na Cidade do México.

1988
Esteve presente na mostra “Natureza é vida”, organizada pelos Institutos Paraibanos de Educação em João Pessoa.
Participou da exposição internacional de arte postal “Liberality”, em Bucareste, Romênia, com curadoria de Pantea Rares.
Ganhou seu 1° prêmio, no concurso Cartaz da Semana da Biblioteca, da UFPE.
Publicou poesias em coletâneas e jornais do Recife e de João Pessoa, geralmente abordando temas que se tornariam recorrentes em suas obras. Na poesia “Arquivo”, o artista anteviu, ao mencionar “gavetas de esquecer/gavetas de relembrar”, o que retomaria em obras como Respiratio, Vociferatio e Sudoratio.

1989
Participou do evento/exposição “Tempos e espaços dos abismos II”, organizado pelo artista multimídia Jomard Muniz de Brito, na Galeria Metropolitana de Arte Aloísio Magalhães, no Recife.
Integrou a 1ª Exposição Internacional de Arte Postal Solidariedade, organizada pela Associação José Afonso, no Museu de Setúbal, em Portugal, como parte do Festival Cantigas de Maio.
Fez parte do Projeto Agenda de Exposições e recebeu o 1º Prêmio no II Salão de Novos Artistas Plásticos da Paraíba, ambos na Galeria do Serviço Social do Comércio em João Pessoa. Recebeu, ainda, o Grande Prêmio Cidade de João Pessoa no IV Salão Municipal de Artes Plásticas, que aconteceu no Núcleo de Arte Contemporânea.
Participou do Salão de Artes Plásticas de Pernambuco, edição 1989, no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda.

Cartas de Areia (1990)

1990
Instalou-se em São Paulo para fazer pós-graduação em Paleontologia na Universidade de São Paulo – USP. Data dessa época a produção do maior número de desenhos da série Cartas de areia (2), grande conjunto de obras, primeiro realizadas sobre envelopes e depois sobre cartas herdadas pelo artista.
Realizou exposição conjunta com o artista Cláudio Santa Cruz, intitulada “Infinitamente”, que ocorreu no Núcleo de Arte Contemporânea em João Pessoa, onde apresentou releituras de desenhos feitos na infância e um conjunto de grandes pinturas.
Participou da II Mostra Arte Atual Paraibana, no Espaço Cultural José Lins do Rego, e expôs na mostra Arte Sobre Papel II, na Galeria Gamela – ambas em João Pessoa.


1991
Adotou o nome de seu avô paterno, José Rufino, como nome artístico.
Montou seu ateliê em uma casa dos anos 50, no bairro City Lapa, São Paulo, onde produziu as cartas entintadas da instalação Lacrymatio (3).
Com o Grupo Mandacaru, participou da mostra “Cuba’ 91”, no Centro Provincial de Artes Plásticas y Diseño em Havana, Cuba.
Recebeu Menção Honrosa no Projeto Nascente, por um conjunto de desenhos da série Cartas de areia, e participou da exposição Visualidade Nascente, no Museu de Arte Contemporânea em São Paulo.Recebeu Prêmio Especial no V Salão Municipal de Artes Plásticas de João Pessoa, que ocorreu no Núcleo de Arte Contemporânea, e participou do IV Salão Paranaense, no Museu de Arte Contemporânea, em Curitiba – PR.

1992
Voltou a morar no Recife, como professor de Paleontologia da UFPE.
Participou do III Workshop Berlin/Paraíba, sediado pela Fundação Espaço Cultural da Paraíba com curadoria de Dieter Ruckaberle, então diretor da Staatliche Kunsthalle Berlin. Na ocasião, montou a instalação Espaço colonizado (4),
composta por duas pilhas de objetos sobre estrados de madeira – uma de carimbos e outra de placas de casas esmaltadas – rodeadas por pinturas douradas sobre correspondências do avô paterno.
Participou do Programa de Exposições do Centro Cultural São Paulo, cujas mostras individuais aconteceram no Pavilhão da Bienal de São Paulo. Para tanto, montou instalação com máquinas de escrever e pinturas sobre colagens com cartas
e documentos mimeografados.
Voltou a apresentar trabalhos com máquinas de escrever e documentos de família, na exposição “Le Hors Là”, na Tour du Roi René em Marselha, França.
Recebeu o 1º Prêmio do Projeto Nascente II, organizado pelo Museu de Arte Contemporânea de São Paulo. Em decorrência, participou da mostra Visualidade Nascente II no referido museu
Integrou o projeto Brazilian Contemporary Art, liderado por Charles Watson, e teve uma de suas obras publicada em cartões postais pela editora Abacus.

1993
Fez parte da “Exposição franco-brasileira”, da associação Le Hors Là, no Núcleo de Arte Contemporânea em João Pessoa e, posteriormente, no Museu do Estado no Recife.
Participou do workshop de pintura da School of Visual Arts de Nova York, organizado por Henry Artis e realizado na Escola Massana em Barcelona, Espanha. Na ocasião, fez uma pequena série de Cartas de areia, expostas na mostra das obras produzidas durante o workshop.

1994
Realizou mostra individual de fotografias no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente, em Cabedelo (PB). As 21 fotografias destacavam inscrições e desenhos nas paredes e angulações variadas de um antigo prédio onde funcionava a destilaria do Instituto do Açúcar e do Álcool.
Expôs trabalhos na inauguração do Centro de Artes Visuais Tambiá, em João Pessoa, onde ministrou vários cursos de escultura, e participou do I Salão MAM – Bahia de Artes Plásticas no Museu de Arte Moderna de Salvador.
Com um conjunto de obras em encáustica sobre páginas de livros parcialmente carcomidos por cupins, integrou a exposição “Um olhar sobre os trópicos” (5), do Projeto cumpliCIDADES, no Museu de Teixeira em Vila Nova de Gaia, Portugal.

Instalação variável (1995). Cadeiras antigas diversas. Documentação em fotografias polaroides feitas pelo artista.

1995
Realizou a exposição individual Respiratio (6), na Galeria Archidy Picado da Fundação Espaço Cultural em João Pessoa. A instalação variável era composta por gavetas de madeira e argamassa de gesso e cimento branco.
Apresentou a exposição Respiratio no Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco, em Olinda. Uma nova montagem da instalação e polípticos formados por pinturas em betume sobre papéis artesanais compunham a mostra.
Participou da exposição “Ecstasy up”, no Galpão do Varadouro (7) em João Pessoa, expondo pela primeira vez uma instalação com móveis de madeira empilhados e cilindros de gesso.
Participou da oficina de artes plásticas Visões da Borborema, no XX Festival de Inverno de Campina Grande (PB), sob a coordenação de Raul Córdula. Como resultado, montou um dos elementos da instalação Vociferatio (8) – uma escrivaninha presa em uma parede do Museu de Arte Assis Chateaubriand.

1996
Em janeiro, participou de exposição de artistas-professores no Centro de Artes Visuais Tambiá, em João Pessoa, com instalação variável composta por cadeiras de madeira (9).
Realizou a exposição individual Lacrymatio (10), no Espaço Cultural Sérgio Porto, Rio de Janeiro, sob curadoria de Cláudia Saldanha.
Integrou a exposição coletiva “Anos 80: artistas emergentes”, no Núcleo de Arte Contemporânea em João Pessoa, onde também participou da “Mostra 96”, que seguiu para o Museu Assis Chateaubriand, em Campina Grande.
Fez parte da exposição “Antarctica artes com a Folha”, no Pavilhão Padre Manoel da Nóbrega, São Paulo, que teve como curadores Lisette Lagnado, Lorenzo Mammi, Tadeu Jungle, Nelson Brissac Peixoto e Stella Teixeira de Barros. Apresentou parte da instalação Jogo fenotípico (11), composta por cadeiras e cilindros de gesso.
Participou da exposição coletiva “Apocalipse XII”, uma leitura contemporânea do capítulo 12 do livro de São João Evangelista, no Centro Cultural São Francisco em João Pessoa, com curadoria de Gabriel Bechara.
Na oficina Visões do Cabo Branco (12), coordenada por Raul Córdula, no Espaço Cultural em João Pessoa, Rufino montou uma instalação com baldes de metal usados, cabides e roupas, e outra composta por uma cadeira, placas metálicas, uma fotografia sua e uma lâmpada pendente.
Integrou a exposição “Gerações: arte do Brasil contemporâneo”, na Referência Galeria de Arte, em Brasília.

1997
Coordenou o workshop de escultura Coisas no Festival Nacional de Arte/Fenart, na Fundação Espaço Cultural José Lins do Rêgo em João Pessoa.
Participou da exposição “Heranças contemporâneas”, no Museu de Arte Contemporânea de São Paulo, com curadoria de Katia Canton.
Convidado pela curadora Lillian Llanes Godoy, apresentou a instalação Lacrymatio na VI Bienal de Havana que teve por temática “O indivíduo e sua memória”, na Fortaleza de la Cabaña, em Havana, Cuba.
Participou da “Exposição dos docentes no Quartier 206 – Friedrichstadt Passagen” em Berlim, Alemanha, como resultado da Academia Internacional de Verão da Freie Kunstschule Berlin, da qual foi professor estrangeiro convidado.
Expôs na mostra “Kunst aus Brasilien”, no Ausstellungszentrum da Ernst-Moritz-Arndt-Universität em Greifswald, Alemanha, com curadoria de Sibille Badstübner e Tereza de Arruda, e na Galeria Barsicow, em Berlim.
Realizou exposição individual do Projeto Conexão 4, no Núcleo de Arte Contemporânea de João Pessoa.
Montou exposição individual na Galeria Vicente do Rêgo Monteiro da Fundação Joaquim Nabuco (13), no Recife, e integrou a mostra “Panorama da arte brasileira”, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, com curadoria de Tadeu Chiarelli.

1998
Participou do workshop Pedras de Fogo, organizado pelo Centro de Artes Visuais Tambiá, em João Pessoa, e coordenado pelo artista plástico suíço Dadi Wirz, que resultou em exposição apresentada na mesma instituição.
Montou exposição individual Cartas de areia, na galeria de Arte Contemporânea Adriana Penteado, em São Paulo. Para a exposição, foram selecionados 45 desenhos, entre quase três mil produzidos em dez anos de trabalho, além de 12 esculturas com raízes, livros e fragmentos de objetos de família.
Participou da exposição “Geração 90”, que contava com trabalhos recentes de artistas do projeto Antarctica Artes com a Folha, na Galeria Casa Triângulo e na Pinacoteca do Estado de São Paulo.
Apresentou, na III Bienal Barro de América Roberto Guevara, no Centro de Arte de Maracaibo Lía Bermudez, Venezuela, a instalação Vis formativa (14), inspirada na teoria homônima de Aristóteles que postulava sobre uma entidade capaz de semear vida no interior das rochas. A obra era composta por seis esculturas com raízes, sementes e excrementos recolhidos no sertão do Nordeste do Brasil, livros, papel, gesso e 21 plotter-gravuras.
Para o segmento brasileiro da Bienal de América Roberto Guevara ocorrido no Museu Brasileiro da Escultura de São Paulo, com curadoria de Fábio Magalhães, realizou nova obra baseada na teoria aristotélica: um livro aberto de 2,6 m de altura composto por argamassa de cimento branco, areia e excrementos de animais recolhidos no Sertão do Brasil sobre alvenaria de tijolos.
Participou do projeto Triângulo no Instituto Cultural Brasileiro em Berlim, com curadoria de Sônia Frey.
Recebeu o Prêmio Brasília de Artes Visuais do Museu de Arte de Brasília, por uma obra sem título com 32 objetos em madeira, onde estão encravados cartas, envelopes e blocos de anotações de seus familiares.
Realizou mostra individual intitulada Obliteratio na Galeria Ruben Valentin, Espaço Cultural 508 Sul, Brasília, composta por fotografias e objetos.

1999
Utilizou novamente um conjunto de Cartas de areia no Museu do Brejo Paraibano, em Areia. Desta vez, a exposição reuniu um grupo de 15 monotipias azuis realizadas pelo artista sobre envelopes de família remetidos a seu avô. Essas monotipias foram produzidas à maneira das manchas elaboradas pelo psicanalista suíço Rorschach. Além das obras em papel, o artista criou uma série de intervenções diretas (15) no espaço do museu e em objetos, tanto da casa-grande quanto do engenho – moenda, tachos de rapadura, mobiliário e fotografias.
Participou, com outra série de Cartas de areia, da exposição itinerante “XS/XL – Extra-small/Extra-large”, com curadoria de Nancy Betts, e esteve posteriormente no Museu Metropolitano de Arte de Curitiba, no Centro Cultural dos Correios do Rio de Janeiro, na Galeria Nara Roesler em São Paulo, e na Galeria Marina Potrich, em Goiânia (GO).
Participou da mostra “Identidades: artistas de América Latina y del Caribe”, na Galerie du Passage du Reux, em Paris.
Integrou a mostra “1500 via Pedro II – Coletivo”, no Centro Cultural São Francisco, em João Pessoa. Apresentou pequena instalação formada por duas esculturas de madeira e recortes de papel na parede, com curadoria de Fábio Queiroz.
Participou de exposição coletiva na Fundação Cultural João Pessoa.
Integrou a exposição “Nordestes” no Sesc Pompeia, em São Paulo, e participou da exposição “Entre eu e o mundo…”, no Museu de Arte Contemporânea de Goiânia (GO).
Participou da exposição de Arte Contemporânea da Paraíba no Museu de Arte Assis Chateaubriand, em Campina Grande, sob curadoria de Wellington Medeiros.
Fez parte da mostra coletiva “19 cabeças”, na Galeria Adriana Penteado, São Paulo.
Integrou a mostra “15 artistas dos Anos 90”, no Núcleo de Arte Contemporânea em João Pessoa.
Participou da Bienal de Artes Visuais do Mercosul, no DPREC em Porto Alegre, com a curadoria de Fábio Magalhães e Leonor Amarante. Montou, para a ocasião, a instalação Laceratio (16).
Recebeu Menção Honrosa do Conselho Estadual de Cultura do Governo do Estado da Paraíba por suas realizações no ano.

2000
Foi contemplado com a Bolsa Vitae de Apoio à Cultura por Obliteratio (17), para execução de 200 desenhos a partir de revisitações a lugares e paisagens do Nordeste.
Participou da mostra “Extremos”, no Centro Cultural São Francisco, em João Pessoa.
Apresentou uma segunda versão de Laceratio, no Projeto Origem, do Observatório Cultural Malakoff, Recife, com curadoria de Moacir dos Anjos. Nesta versão, os suportes utilizados foram livros fiscais do Porto do Recife.
Participou da exposição “Entre eu e o mundo…”, no Centro Cultural São Francisco, em João Pessoa, com curadoria de Divino Sobral.
Com a mostra “XS/XL – Extra-small/Extra-large”, expôs no Museu Universitário de Arte da Universidade Federal de Uberlândia, em Minas Gerais.
Foi indicado pela revista Bravo para participar da exposição “L’art dans le monde” – iniciativa da revista Beaux Arts – na galeria da Ponte Alexandre III, Paris. Essa exposição contou com cem artistas selecionados por 36 revistas de arte contemporânea.
Participou da exposição “O particular”, no Centro Cultural Cândido Mendes, Rio de Janeiro, com curadoria de Adriana Tabalipa, onde apresentou um conjunto de Cartas de areia (18).


2001
Realizou mostra individual com desenhos e monotipias na Casa da Ribeira, Sala Petrobras, Natal, sob a curadoria de Gustavo Wanderley.
Participou da exposição “Autorretrato – espelho de artista” (19), no Centro Cultural FIESP em São Paulo.
Apresentou a instalação Murmuratio (20) em exposição individual no Museu Ferroviário de Vila Velha, Espírito Santo. A obra foi elaborada com documentos e móveis recolhidos em estações de trem do Espírito Santo.
Fez parte da exposição “Palavra-figura”, realizada no Paço das Artes, em São Paulo.
Integrou a exposição “Onde o tempo se bifurca”, no Centro Cultural São Francisco, João Pessoa, sob a curadoria de Divino Sobral.
Participou da I Bienal de Artes do Cariri em Juazeiro do Norte, que teve por curadora Dodora Guimarães.

2002
Montou a exposição individual Obliteratio, no Centro Cultural São Francisco, João Pessoa. Apresentou parte dos desenhos realizados durante a vigência da Bolsa Vitae.
Participou da Feira Internacional de Arte Contemporânea/Arco, em Madri, no stand da galeria Casa Triângulo.
Participou da XXV Bienal Internacional de São Paulo, com curadoria geral de Alfons Hug e curadoria do núcleo brasileiro de Agnaldo Farias. Montou a instalação Plasmatio (21), composta por monotipias à maneira de Rorschach sobre documentos relativos a desaparecidos políticos brasileiros, móveis de imbuia, caixas de madeira, carimbos e fios.
Participou do Programa de Residência de Artistas Contemporâneos Faxinal das Artes, realizado na vila Faxinal do Céu (PR), com curadoria de Agnaldo Farias e Fernando Bini e consultoria de Christian Viveros-Fauné. Como consequência,
integrou a exposição homônima no Museu de Arte Contemporânea do Paraná, Curitiba.
Expôs na mostra “Caminhos do contemporâneo”, no Paço Imperial do Rio de Janeiro, com curadoria geral de Lauro Cavalcanti e indicação de Moacir dos Anjos e Cláudia Saldanha.
Realizou a exposição individual Memento mori (22), no Espaço Cultural Sérgio Porto, Rio de Janeiro, com curadoria de Moacir dos Anjos. A instalação, realizada por ocasião do Projeto Curador Visitante, foi composta por monotipias à maneira de Justinus Kerner e Hermann Rorschach em molduras antigas e num estrado de cama.
Participou da exposição Versteigerung, na Freie Akademie für Kunst Berlin, com curadoria de Stefan Halbscheffel.

Sudoratio, primeira montagem.

2003
Participou da exposição “Pele, alma”, no Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo, com curadoria e texto de Katia Canton.
Integrou a exposição “Fragmentos a seu ímã – obras-primas do MAB”, no Espaço Cultural Contemporâneo Venâncio/ECCO em Brasília, com curadoria de Adolfo Montejo Navas, e a exposição “7 pinturas”, na galeria Adriana Penteado Arte Contemporânea, em São Paulo.
Participou da exposição “Heterodoxia” no Museu Metropolitano de Arte de Curitiba (PR), na Galeria Marta Traba do Memorial da América Latina, em São Paulo, e na Galeria da Faculdade de Artes Visuais, em Goiânia.
Realizou a direção de arte de Transubstancial – curta-metragem em 35mm, dirigido pelo cineasta Torquato Joel – pela qual foi premiado no 10º Festival de Cinema de Vitória, Espírito Santo. O filme faz uma leitura da obra do poeta paraibano Augusto do Anjos, a partir de fragmentos de seus poemas.
Realizou exposição individual no Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães, Recife, com curadoria de Moacir dos Anjos. A mostra compreendeu o maior conjunto de obras até então agrupadas. Reuniu as instalações Sudoratio (23) –
instalação inédita idealizada em 1997 e efetivada para a exposição – Plasmatio e Lacrymatio, além de grupos de desenhos da série Cartas de areia e conjuntos de monotipias sobre notas fiscais e fichas do INSS.

Série de desenhos com restos de livros, 2004 (nunca exposta) Realizados no ateliê da Praça Antenor Navarro Acervo José Rufino.

2004
Montou exposição individual no Museu Oscar Niemeyer em Curitiba (PR), sob curadoria de Moacir dos Anjos, como itinerância da mostra organizada pelo Museu da Arte Moderna Aloísio Magalhães. Esta edição foi acrescida da instalação Memento mori.
Participou da exposição “Visões espanholas/poéticas brasileiras”, no Conjunto Cultural da Caixa em Brasília, com curadoria de Adolfo Montejo Navas.
Integrou a exposição “Memórias heterogêneas” (24), no Centro Cultural Oduvaldo Vianna Filho, Rio de Janeiro, com curadoria de Marcelo Campos e obras de Farnese de Andrade, Efrain Almeida e Renato Bezerra de Mello.
Participou da exposição “Para ver de(s)perto”, na Galeria da Faculdade de Artes Visuais de Goiânia, com curadoria de Carlos Sena.
Fez parte da exposição “Bienais: um olhar sobre a produção nacional”, na Galeria Bergamim em São Paulo, com curadoria de Leonor Amarante.
Voltou a integrar a mostra “Heterodoxia”, desta vez na Casa Porto das Artes Plásticas em Vitória; no Centro Cultural Dragão do Mar, em Fortaleza; na Galeria de Arte Paulo Darzé em Salvador; e no Museu de Arte de Florianópolis.
Participou da exposição “Heterodoxia – edição latino-americana”, na Galeria Marta Traba do Memorial da América Latina, em São Paulo.
Expôs na Galeria Virgílio em São Paulo, na mostra “BR 2004”.
Participou da VI Bienal Barro de América Roberto Guevara, no Centro de Arte de Maracaibo Lía Bermudez, na Venezuela.
Integrou a exposição “Narrativas – desenho contemporâneo brasileiro”, no Centro Cultural São Francisco, em João Pessoa.
Integrou a exposição Coleção Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães/ doações 2001-2004.

Monotipia à maneira de Rorschach, têmpera sobre papéis antigos.

2005
Participou do Festival Vida & Arte em Fortaleza, na mostra de artes visuais “Nordeste: fronteiras, fluxos e personas”, realizada no Centro Cultural Banco do Nordeste, com curadoria de Luíza Interlenghi.
Participou da exposição coletiva “Visível – legível”, na Galeria de Artes Antônio Sibasolly, Anápolis (GO), com curadoria de Divino Sobral.
Realizou a mostra individual Incertae sedis (25), no Museu de Arte Contemporânea de Niterói, com curadoria de Luiz Guilherme Vergara e Cláudia Saldanha. A exposição contou com séries de desenhos, objetos e com as instalações Sudoratio e Plasmatio, tendo esta última sido ampliada com novas monotipias sobre papéis relacionados a desaparecidos políticos, recolhidos em Niterói e no Rio de janeiro.
Integrou a mostra “Pluralia, tantum”, na galeria Marina Potrich, em Goiânia.
Participou da mostra “Umas – grafias”, com a obra Percolatio (26), e realizou a exposição individual “Axioma” (27), ambas na Galeria Amparo 60, no Recife.
Integrou a mostra “Jogo da memória”, no Museu de Arte Moderna, com curadoria de Franklin Pedroso, e a mostra “Limite como potência”, no Museu Nacional de Belas-Artes, sob curadoria de Paulo Herkenhoff e Luíza Interlenghi – ambos no Rio de Janeiro.
Integrou a mostra “Nanoexposição”, na Galeria Murilo Castro, Belo Horizonte.



2006
Participou da arteBA, 15 Feria de Arte Contemporáneo, em La Rural, Pabellones Amarillo y Rojo, em Buenos Aires, através da Galeria Virgílio.
Realizou, na condição de diretor de arte, o curta Gravidade, gravado em João Pessoa, em 35mm, com o diretor Torquato Joel e Walter Carvalho como diretor de fotografia.
Fez parte da mostra “5×5”, Casa da Ribeira, em Natal (RN).
Participou da exposição “Ver=ler”, na Galeria da Faculdade de Artes Visuais UFG, em Goiânia, e integrou a exposição “Lugar plano no Espaço Cultural Contemporâneo – ECCO”, em Brasília, esta última sob curadoria de Divino Sobral.
Realizou exposição individual na Embaixada do Brasil em Berlim, através do Programa Copa da Cultura, sob curadoria de Luiz Camillo Osório.
Participou da exposição “Paisagem bruta”, na Galeria Virgílio, em São Paulo, com curadoria de Luiz Camillo Osório, e da mostra “Geração da virada: 10+1 = os anos recentes da arte brasileira”, no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, com curadoria de Agnaldo Farias e Moacir dos Anjos.
Integrou a exposição “Desenho contemporâneo”, na galeria MCO Arte Contemporânea, no Porto, em Portugal, sob curadoria de Marcelo Campos, e a exposição “Primeira pessoa”, no Itaú Cultural, em São Paulo, sob curadoria de Agnaldo Farias.

2007
Participou da Primeira Bienal del Fin del Mundo, realizando no antigo presídio de Ushuaia, Argentina, a obra Lex oblivionis (28), composta por camas cortadas e inseridas em seis das pequenas celas do presídio onde estiveram presos comuns e importantes presos políticos.
Participou da arteBA, 16 Feria de Arte Contemporáneo, em La Rural, Pabellones Amarillo y Rojo, Buenos Aires, através da Galeria Virgílio.

2008
Iniciou uma nova frente de trabalhos com mobiliário de metal, cujo primeiro produto de maior proporção é a instalação Náusea (29), composta por um agrupamento geométrico de escrivaninhas, arquivos de diversos tipos e monotipias à maneira de Rorschach e primeiramente exposta no Centro Cultural do Banco do Nordeste, em Sousa (PB).
Fez parte da mostra coletivaDesenho em todos os sentidos”, durante o Festival de Inverno 2008, no SESC Nova Friburgo, em Petrópolis, Teresópolis e Rio de Janeiro.
Participou da exposição “Heteronímia Brasil”, no Museu da América em Madri, sob curadoria de Adolfo Montejo Navas.
Participou da exposição internacionalDiálogo intercultural”, no Núcleo de Artes e Cultura da UFRN, em Natal (RN), com curadoria de Teresa de Arruda.
Participou da mostra “Superfícies da memória”, com curadoria de Lisbeth Rebolo e Sylvia Werneck, no Museu de Arte Contemporânea de São Paulo. Para a mostra, criou nova versão da obra Náusea.

2009
Na Usina Cultural Energisa, em João Pessoa, participou da exposição “Cartas/trajetos” com a obra Autorretratos, da série Cartas de areia, com curadoria de Bitu Cassundé.
Na mostra “Memorial revisitado, 20 anos”, ocorrida no Memorial da América Latina/Galeria Marta Traba, em São Paulo, apresentou a instalação Léthe (30), com curadoria de Ângela Barbour e Fernando Calvozo.
Representado pelas galerias Virgílio e Amparo 60, participou da SP-ARTE/Feira Internacional de Arte de São Paulo.
Com curadoria de Philippe Daverio, Elena Agudio e Phelippe Blachaert, apresentou a obra Náusea 2010, criada pelo artista especialmente para mostra “Las Américas Latinas – las fatigas del querer”, no Spazio Oberdan, em Milão, na Itália.
Participou da exposição “Saccharum BA”, no Museu de Arte Moderna da Bahia em Salvador, com curadoria de Alejandra Muñoz, expondo 60 desenhos da série Cartas de areia.
Em julho, a obra Timidus (31), composta por uma cama modificada exposta na parede, integrou a mostra “Alcova”, na Galeria Laura Marsiaj – Arte Contemporânea, no Rio de Janeiro. A curadoria foi de Marcelo Campos.
Em setembro, voltou a expor na Itália, no Palazzo dei Congressi, em Pisa, com “Mind the brain, an experimental exhibition”, que contou com curadoria de Elena Agudio. Apresentou a obra inédita Rorschach mind test for barbaric subversion – 300 gravuras à maneira de Rorschach, sobre papéis preparados em tipografia.
O conjunto de obras que integrou “Sertão contemporâneo” – Quimera (32) e cinco desenhos de técnica mista sobre papel parafinado – foi exposto na Caixa Cultural de Salvador (BA), com curadoria de Marcelo Campos.
Com um novo Sudoratio, participou da exposição “Linha orgânica”, na Galeria Amparo 60, no Recife, com curadoria de Ana Maria Maia.
Na Galeria Virgílio, em São Paulo, participou da mostra “Múltiplos e pequenos formatos”.
No final de 2009, ganhou o prêmio Bolsa Funarte de Criação Literária, com o projeto de um romance intitulado Desviver.

2010
Iniciou o ano trabalhando intensamente na produção de duas exposições individuais e redigindo o romance Desviver.
Expôs Faustus (33), uma grande instalação, representando um ser de 22m construído em gesso e peças antigas de madeira e móveis, no Palácio da Aclamação em Salvador, com curadoria de Marcelo Campos.
Na Galeria de Arte Contemporânea Casarão, em Viana (ES), montou a exposição individual Silentio (34), apresentando uma grande instalação construída com restos de móveis e pedaços de madeira recolhidos pelo artista, após a enchente que inundou a cidade de Viana. Além dessa obra, produziu uma performance/instalação em que utilizou uma cadeira antiga recoberta por lama e sedimentos do rio Santo Agostinho. A curadoria foi de Neusa Mendes.
Produziu o vídeo Myriorama 3, apresentado durante a mostra Silentio.
Passou a ser representado pela Galeria Millan, de São Paulo.
Em abril, inaugurou mais uma exposição individual, no The Andy Warhol Museum, em Pittsburgh, EUA, intitulada “Blots & figments” e com curadoria de Jessica Gogan. A mostra foi composta por 78 obras, com monotipias à maneira de Rorschach sobre papéis relacionados à vida de Warhol e papéis originais do legado do artista, com detalhes reimpressos de seus Rorschachs, sobre jornais antigos e documentos de parentes e pacientes com Alzheimer.
Apresentou o vídeo Myriorama 2, criado a partir de pesquisa sobre fotos antigas de Pittsburgh realizada pelo artista em 2009.
Participou, com a obra Quimera e desenhos, da exposição “Preto no banco – do concreto ao contemporâneo”, na Galeria Berenice Arvani, em São Paulo, com curadoria de Celso Fioravante.
Integrou a mostra “Jogos de guerra – confrontos e convergências na arte contemporânea brasileira”, na Galeria Marta Traba do Memorial da América Latina, em São Paulo, com curadoria de Daniela Name.
Participou da exposição “Come-in” com a obra Memento mori, no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, sob curadoria de Renate Goldmann.
Concluiu a primeira versão do livro Desviver, cuja reprodução foi enviada ao Centro de Programas Integrados.
Recebeu a Bolsa Funarte de Criação Literária, no final de janeiro.
Representado pela Galeria Millan, participou da SP-ARTE / Feira Internacional de Arte de São Paulo e da Art Basel 2010 em Basiléia, na Suíça.
Na Fundação Vera Chaves Barcellos, com curadoria de Vera Chaves Barcellos, integrou a mostra “Silêncios e sussurros”, em Viamão (RS).
A instalação Náusea foi exposta, inaugurando a Sala Nordeste no MinC, no Recife, com curadoria de Marcelo Campos.
Participou da mostra “Paralela 2010” com a obra Nostrum spiritus rebellis. Nostrum spiritus domitus (35), sob curadoria de Paulo Reis, no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo.
Ganhou o Prêmio Bravo! Prime de Cultura de Melhor Exposição, com Faustus, instalação apresentada no Palácio da Aclamação, em Salvador (BA).
Em dezembro, participou da Art Basel, em Miami, EUA, com duas vitrines intituladas Aenigma 1 e 2 (36).
Realizou a quinta exposição individual deste ano – Aenigma (37), na Galeria Millan, em São Paulo, com 14 obras inéditas.


       

2011
Em março, participou da exposição coletiva Projeto ideal (38), no Centro Cultural São Paulo, com as obras Aenigma 3, Effugium e quatro gravuras intituladas Morbus 5 a 8, sob curadoria de Sandra Cinto.


2013

Realizou a mostra individual Violatio no Museu Brasileiro da Escultura, sob curadoria de Tereza de Arruda. Na exposição reuniu um conjunto de esculturas principalmente ligadas a temas recorrentes de sua produção, como opressão, tortura, solidão, justiça, conflitos sociais.

Faz expedições às regiões onde aconteceram conflitos agrários entre as Ligas Camponesas e proprietários rurais no Estado da Paraíba, pouco temo antes e depois do Golpe Militar de 1964. A pesquisa gerou a obra Lexicon Silenti, um conjunto de pedras e restos de alvenaria de casas da região citada. Rufino recolheu os fragmentos a partir de questionamentos com oradores locais sobre casas que existiam na época. A obra participou da exposição “Cães sem plumas”, Galeria Nara Roesler, São Paulo e posteriormente no Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães, Recife, sob curadoria de Moacir dos Anjos.

2014

Participa de feiras de arte e mostras coletivas e desenvolve especialmente dois projetos principais, sendo um para a 3ª Bienal da Bahia. É Tudo Nordeste?, cuja obra final foi mostrada no pátio do Arquivo Público do Estado da Bahia, em Salvador, com curadoria de Ana Pato, e o outro para a Bienal do Barro “Água mole, pedra dura”, que ocorreu em Caruaru, Pernambuco, com idealização de Carlos Melo e  curadoria de Raphael Fonseca.

2015

Publicou seu primeiro livro de literatura, a coletânea de pequenos e micro contos Afagos, pela editora Cosac Naify. Afagos reúne contos que giram em torno de situações-limite. Nesses fragmentos líricos, o autor pinta pequenos quadros feitos de abandono, arrependimento, desilusão, culpa, medo, saudade, rancor, paixão, inveja ou desrespeito. Os subtextos e enigmas sugeridos pela leitura conferem ao leitor a tarefa de imaginar as cenas anteriores e posteriores a cada cena dramática.

Realizou a mostra Dogma, na Central Galeria de Arte, fazendo uma revisão de seus pressupostos estéticos e políticos, para comemorar seus 30 anos de atividades artísticas.

Realizou programa de residência artística no Instituto Politécnico do Porto, Portugal, resultando em mostra individual no Palácio da Aclamação, na mesma cidade. O processo foi acompanhado pela curadora e professora Fátima Lambert, também curadora da mostra. Rufino viajou pela Galícia e norte de Portugal para levantar dados e adquirir materiais para a elaboração das obras, agrupadas sob o título Encarnação. Produziu desenhos sobre estampas anatômicas, objetos com móveis antigos, monotipias sobre papéis antigos e uma pintura, totalizando 76 novas obras. Realizou palestras para turmas de arte do Politécnico e da Escola de Belas Artes, bem como participou de mesa redonda no Politécnico.

Iniciou, em julho, de um intenso programa de residência no município de Água Preta, Pernambuco, em uma antiga usina de álcool e açúcar desativada, a Usina Santa Terezinha. Rufino encontrou no local um ambiente familiar aos principais temas norteadores do seu trabalho, como a relação entre opulência e decadência do sistema canavieiro, relações de trabalho, situações sociais críticas e a possibilidade de desenvolver pesquisas, interagir com as comunidades e realizar trabalhos contaminados com essas questões.

2016

Produz uma série de obras recolhendo e ressignificando peças, engrenagens e madeiras da antiga fábrica e monta a exposição: José Rufino-Hangar. Com os proprietários, Ricardo e Bruna Pessoa de Queiroz, além de Bárbara Maranhão,  funda a Associação Sociocultural e Ambiental Jacuípe, que desenvolve o grande projeto de transformação da Usina de Açúcar e Álcool Santa Teresinha, em uma Usina de Arte, da qual passa a ser Curador e Conselheiro. Apesar dos trabalhos decorrentes da assessoria na instalação do centro cultural na Zona da Mata Sul de Pernambuco, das reuniões para organização dos projetos e programas, adequação dos espaços físicos e instalação do Jardim Botânico, Rufino manteve paralelamente sua produção, criando um grande painel externo para o prédio do Hangar e dando continuidade à elaboração da instalação Ligas, bem como da obra Opera Hominum, composta por dezenas de monotipias de mãos de ex-funcionários da Usina impressas sobre recibos de pagamento coletivos. Parte dessa obra participou da mostra “Como cultivar pomares em desertos”, sob curadoria de Vilmar Madruga, na Galeria de Arte da Universidade Federal Fluminense, em Niterói e da coletiva “Porque somos elas e eles” com curadoria de Josué Mattos, na Galeria Blau Projects. Com o também artista Fábio Delduque foi responsável pela curadoria do Festival Arte na Usina, safra 2016.


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